segunda-feira, 15 de março de 2010

PROGRAMAÇÃO AO V CONGRESSO NACIONAL DA UJC


Dia 01 de Abril de 2010 
Seminário Internacional
09:00 – 13:00 -
As lutas pela Universidade Popular no contexto internacional
13:00 - 15:00 - Almoço
15:00 – 19:00 -
A Extensão Popular e a construção da Universidade Popular no Brasil.

20:00 – Atividade Cultural.

Dia 02 de Abril de 2010 
09:00 – 12:00 – Recepção, alojamento e Credenciamento dos delegados, suplentes e convidados.
12:00 - 14:00 - Almoço
14:00 Mesa de Abertura (eleição das comissões operacionais e comissões auxiliares, aprovação de regimento)
15:00 –18:00 – Painéis e Grupos de debates sobre as teses

19:00 – Ato Público de abertura ao V Congresso Nacional da UJC
Dia 03 de Abril de 2010 
09:00 – 13:00 Painéis e Grupos de Debates sobre as teses
13:00 - 15:00 - Almoço
15:00 Início da Plenária Final
Noite - Atividade Cultural.
Dia 04 de Abril de 2010
09:00 Plenária Final e Eleição da Coordenação Nacional
13:00 Mesa de Encerramento e posse da Coordenação Nacional.
13:30 Fim do Congresso
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quarta-feira, 10 de março de 2010

20 Anos sem o cavaleiro da esperança-Prestes vive na luta pelo socialismo!


Homenagem do genial Taiguara a Luís Carlos Prestes, que no último dia 7 completou 20 anos de falecimento. Por sua coerência e abnegação, fica aqui essa singela homenagem a esse mártir da luta do povo brasileiro.

http://www.youtube.com/watch?v=U4Os9mR2Xwk

A história de um valente (1900-1948) - 1ª Parte


Por: Luciano Morais e Roberto Numeriano


No dia 13 de março de 2010 serão comemorados os 110 de Gregório Lourenço Bezerra. O lendário militante comunista, líder camponês e ex-Sargento do Exercito, será homenageado pela Fundação Dinarco Reis (FDR), onde entregará a medalha que lembra os heróis do povo brasileiro na luta pelo socialismo. A FDR será representada por Ivan Pinheiro e Dinarco Reis, ambos do Comitê Central do PCB, neste Evento que será realizado na Câmara de Vereadores do Recife às 9 horas. A homenagem contará também com a presença do músico paraibano e militante do PCB Vital Farias
Quem foi Gregório Bezerra?

O homem de ferro e flor, expressão criada poeta Ferreira Gullar, em cordel que é hoje um clássico da poesia brasileira, temos a ideia exata do caráter de homem público e de ser humano que era Gregório Bezerra. Gregório começa a autobiografia narrando a seca e a escassez de alimentos que maltratava constantemente os nordestinos, e que o atingiu duramente em sua infância no município de Panelas, "Fui, assim, uma criança gerada com fome no ventre materno. Sim, porque minha mãe passava fome, e eu só podia nutrir-me de suas entranhas enfraquecidas pela fome".

Quando aos sete anos ficou órfão de pai e mãe, transformou-se em trabalhador rural assalariado. Condição que só foi interrompida quando, aos dez anos, foi trazido por uma família latifundiária para o Recife com a promessa de criá-lo e alfabetizá-lo, promessa que não foi cumprida. Ao invés da escola prometida, o pequeno "Grilo", como era chamado na infância, tornou-se um escravo mirim: acordava às 4h da manhã, varria, lavava banheiros, encerava pisos e cuidava de animais. Não aceitou este estado de coisas e fugiu. Morou nas ruas do Recife pegando fretes na Estação Central, vendendo jornais e dormindo embaixo da ponte Buarque de Macedo. Trabalhou na construção civil e aos dezessete anos foi preso e condenado a quatro anos por agitação grevista, já influenciado pelos recentes acontecimentos protagonizados pelo proletariado russo.

Os trabalhos no porto do Recife foi sua atividade após a liberdade. E neste período resolveu dedicar-se à carreira militar, entrando no Exercito Brasileiro, onde se destacou nas atividades físicas e na prática de esportes individuais e coletivos. Ao ser humilhado por um colega de farda, ele decide alfabetizar-se. Isso, aos 27 anos. Alfabetizou-se por conta própria, dedicou-se e foi aprovado para Sargento, consagrando-se Sargento-Instrutor em Educação Física.

Sua ascensão militar coincide com a aproximação com o Partido Comunista Brasileiro, o PCB, ainda em 1929. Mas foi por causa da organização da Aliança Nacional Libertadora - ANL, onde foi o principal nome do levante de 1935, liderado pelo Partido Comunista, que Gregório Bezerra foi declarado inimigo nº 1 das oligarquias pernambucanas e das forças armadas. Foi preso e ficou dois anos incomunicável, integrando-se depois aos demais presos políticos da Casa de Detenção do Recife (atual Casa da Cultura). Ali, criou uma sólida e influente base do Partido até sua transferência para o Presídio na ilha de Fernando de Noronha, onde encontrou com vários camaradas insurretos, oriundos do Rio de Janeiro e de outros estados.

Com o final da Segunda Guerra Mundial e o início do movimento pela democratização do país, são postos em liberdade todos os presos políticos e concedida a legalidade ao PCB. Neste período de reformas políticas, o Partido Comunista surge no cenário nacional como uma força significativa, pelo prestígio da URSS ao fim da guerra, pela adesão de vários intelectuais e artistas ao Partido, pelo reconhecimento da classe operária e pelo carisma e admiração em torno de Luiz Carlos Prestes e Gregório Bezerra. Em seguida, a participação nas eleições à Constituinte de 1946 garante ao PCB uma grande representação parlamentar em nível federal, elegendo 15 deputados. Gregório é eleito Deputado Federal com a maior votação em Pernambuco.

A participação de Gregório Bezerra e dos comunistas na Assembléia Nacional Constituinte e no Congresso Nacional durou pouco. Apenas o suficiente para aprovar uma avançada Constituição para época e o suficiente para mostrar o quão frágeis eram e são os conceitos de liberdade e democracia para as oligarquias nacionais, quando os trabalhadores reivindicam seus direitos e questionam a exploração do homem pelo próprio homem...

Luciano Morais e Roberto Numeriano são membros da Direção Estadual do PCB - Pernambuco.

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8 de Março: Dia Internacional de Luta das Mulheres

8 DE MARÇO: DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES
(Nota Política do PCB)

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

É muito comum encontrarmos pessoas explicando a violência e a opressão às mulheres ou como algo que ocorre desde o princípio da humanidade, sendo natural em todas as sociedades e buscando para isso argumentos dos mais diferentes possíveis, desde religiosos (a mulher é o fruto do pecado) até científicos (existem diferenças biológicas que explicam as atitudes de mulheres e homens); ou que esse processo é produto do capitalismo e aqui, tanto para aqueles que se posicionam à esquerda quanto para a direita, propõem-se soluções reducionistas para a questão de gênero. Mas é preciso dizer ainda que essas formas de encarar a questão podem aparecer muitas vezes compartilhadas e gerar uma confusão ainda maior que tem em si um conteúdo ideológico que não avança em nada a nossa luta. Pelo contrário reproduzem de forma mais intensa e sutil a exploração e a dominação das mulheres.

Assim é necessário esclarecer o terreno sob o qual se coloca a questão de gênero, ou seja, as relações entre homens e mulheres que na nossa perspectiva são construções sociais. A dominação e a exploração sobre as mulheres é um processo que assumiu diferentes formas ao longo da história da humanidade. Se na Grécia Antiga, por exemplo, em Atenas as mulheres não eram consideradas cidadãs dignas de participar da vida política da polis e serviam simplesmente à reprodução biológica da vida, em Esparta as mulheres tinham uma participação diferenciada, pois eram fundamentais na educação e, portanto na reprodução social da vida até os sete anos da criança, já que a cidade priorizava a educação militar. Já na Idade Média as mulheres vão aparecer na cena histórica como bem e passível de negociações econômicas; aparecem também como bruxas e serão caçadas pela Igreja durante a Inquisição, já que detinham conhecimentos adquiridos por conta de sua função social que desafiavam a ideologia dominante naquele momento.

De fato então temos sim a dominação e a exploração das mulheres como algo muito além do capitalismo, porque a primeira divisão do trabalho teve base na divisão sexual do trabalho, entre o homem direcionado à caça e a mulher restrita à reprodução da vida e aos cuidados da “casa”. Entretanto, o capitalismo vai se apropriar de maneira particular desse processo e assimilá-lo como um dos pilares da dominação de classe. O tripé Estado, Igreja e Família dão sustentação particular às relações sociais capitalistas de produção no sentido de garantir a propriedade privada e a acumulação de capital, restringindo às mulheres a uma condição de exploração e dominação ainda maior atualmente sob o véu da igualdade de direitos conquistada com a luta das mulheres durante o século XX. As mulheres agora inseridas do mercado de trabalho reproduzem antigas funções sociais como trabalho (doméstica, profissões ligadas à indústria têxtil e de alimentação) colaborando para a acumulação direta de capital ou ainda indireta nos casos em que ainda restrita ao lar são responsáveis pela reprodução da força de trabalho masculina. Em casos em que houve a feminização de profissões, como com professores e bancários no Brasil, serviu à redução dos salários já que ela participa do mercado de trabalho como Mao de obra barata. Portanto, se por um lado ser inserida no mercado de trabalho foi uma conquista, por outro foi uma forma de intensificar a exploração, articulando, portanto, a dimensão de classe com a dimensão de gênero.

Nesse sentido é importante lembrar que o dia 08 de março foi uma data sugerida por Clara Zetkin, uma comunista Alemã, durante a II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910 em decorrência das inúmeras manifestações que ocorriam no mundo inteiro propunha marcar a luta das mulheres por melhores condições de trabalho, fim da opressão e direito ao voto feminino. Por considerar o contexto histórico de sua criação e de seu desenvolvimento ao longo do século XX, devemos encarar o 08 de março como uma construção da luta das mulheres e não apenas como data comemorativa, bem como não pensá-lo somente como um dia, mas como resultado de um processo que deve ser permanentemente reavaliado entre seus progressos e retrocessos pelas feministas com objetivo de avançar nessa luta.

Mas é preciso lembrar que a luta feminista tem suas vertentes e aqui vamos defender não o feminismo burguês. A democracia burguesa promete e diz garantir a igualdade e a liberdade das mulheres, mas o que vemos na prática é que as mulheres ainda são escravas do trabalho doméstico, seja ele um dever de casa imposto socialmente ou uma profissão de fato; preenchem cada vez mais as fileiras do trabalho precarizado, com poucos ou quase nada de direito por conta dos mecanismos que o capitalismo encontra para explorar a classe trabalhadora (cooperativas, trabalho informal, etc.), se submetendo a salários inferiores aos dos homens nos mesmos cargos e sofrendo constantemente no ambiente de trabalho e nos espaços de organização política assédio sexual e discriminação; são levadas a reproduzir ideologicamente a educação machista e homofóbica que o Estado e as demais instituições sociais difundem por conta de que o processo de socialização é sutil, ao mesmo tempo em que violento; não têm garantido os direitos de reprodução sexual em termos de saúde e educação, seja em casos de prevenção à concepção como em casos de interrupção de gravidez, se submetendo a situações constrangedoras do ponto de vista psicológico e colocando sua vida em risco; são alvo constante de exploração sexual e violência doméstica, bem como estão constantemente expostas à mercantilização de seu corpo.

Enquanto comunistas, não queremos somente a igualdade de direitos. Não queremos que as nossas conquistas se reduzam à questão meramente jurídica, legal. Porque o capitalismo é a exploração do homem pelo homem e, portanto, as questões pertinentes às mulheres se potencializam por conta da dominação de classe. Lutamos pela libertação das mulheres e homens de toda e qualquer forma de dominação, subordinação, opressão, seja ela de gênero, etnia ou opção sexual, porque a nossa luta, guardada sua particularidade, é acima de tudo de classe, é em direção à revolução socialista. Nossa conquista deve ser no sentido de transformações objetivas e subjetivas que garantam a todos e todas as diferenças, sem que estas se traduzam em dominação e subordinação de um pelo outro.

Não compartilhamos também de um feminismo sexista porque não identificamos nosso inimigo no homem, mas sim o queremos nas fileiras não só das lutas de classes, como na luta pelo fim do machismo, da violência e opressão à mulher. Por tudo isso, não defendemos a organização independente de mulheres, sem vinculação partidária ou ideológica: a luta das mulheres é a parte integrante da luta de classes e, portanto, para que seja extinta a exploração sobre seu corpo e sua alma, deve ser uma luta revolucionária: OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

A luta das mulheres no século XXI ainda está em construção. Carrega todo o peso da história de luta das mulheres do mundo inteiro. Ainda traz no bojo da luta feminista socialista as mesmas bandeiras táticas protagonizadas pela Segunda Internacional, tais como direito a creche, salários iguais, direito ao aborto legal e seguro, fim da violência doméstica e da exploração sexual, luta pela paz dos povos oprimidos, entre outras. 

Bandeiras que ainda pertinentes devem ser enquadradas de acordo com o avanço da nossa luta, com a nossa conjuntura atual e com as demandas históricas que se impõem para a classe trabalhadora, ou seja, devem estar no escopo das lutas de classes, pois somente a extinção da dominação de classes promove a emancipação plena da mulher. Essa é uma contribuição inicial e necessária para que possamos garantir que a plena subversão da ordem e a construção de outra sociedade livre da exploração do trabalho pelo Capital, leve no bojo das lutas de classes a luta das mulheres: muito mais do que uma luta de gênero, por demandas específicas perfeitamente possíveis de serem apropriadas como bandeira do Capital, queremos uma luta de classes que supere as desigualdades de gênero imbricadas nas desigualdades de classes. Que se mantenham as diferenças, porque somos diferentes, mas que elas jamais se reproduzam nas nossas lutas em termos de dominação e exploração. É uma luta contra o sectarismo, contra a tentativa de guetizar o específico que é uma luta geral de nossa classe. Uma luta das mulheres e dos homens que devem lutar pela Revolução socialista e feminista.

PCB – Comissão Política Nacional do CC

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sexta-feira, 5 de março de 2010

Zapata: Um morto útil?













Por: Enrique Ubieta

Publicado em 24 de Fevereiro de 2010 - Em MONCADA
A absoluta carência de mártires de que padece a contra-revolução cubana é proporcional a sua falta de escrúpulos. É difícil morrer em Cuba, não porque as expectativas de vida sejam as de Primeiro Mundo - ninguém morre de fome, ainda que pese a carência de recursos, nem de enfermidades curáveis -, porque impera a lei e a honestidade.

As Damas de Branco e Yoani podem ser detidas e julgadas segundo as leis vigentes - em nenhum país pode violarem-se as leis: receber dinheiro e colaborar com a embaixada do Irã (um país considerado como inimigo) nos Estados Unidos, por exemplo, pode acarretar a perda de todos os direitos cidadãos naquela nação -, porém elas sabem que em Cuba ninguém desaparece, ninguém é assassinado.

Além do mais, um Zapata entregou sua vida por um ideal que prioriza a felicidade dos demais, não por um que prioriza a própria. Assim foi a lamentável morte de Orlando Zapata, um preso comum - de extenso histórico de delitos, em nada vinculado à política -, exultada intimamente por seus "parentes". Transformado, depois de muitas e vindas à prisão, em "ativista político", Zapata foi o candidato perfeito para a auto-execução.

Era um homem "dispensável" para os "grupelhos" e fácil de convencer para que persistisse em uma greve de fome absurda, com pedidos impossíveis (cozinha e telefone pessoal na cela) que nenhum dos reais cabeças teve coragem de sustentar.

Cada uma das greves anteriores havia sido anunciada pelos instigadores como uma provável morte, porém os grevistas sempre desistiam em bom estado de saúde. Instigado e alentado a prosseguir até a morte - esses mercenários lavam sua mãos diante da possibilidade de que se morressem, apesar do esforço incansável dos médicos -, o cadáver de Zapata é agora exibido com cinismo como troféu coletivo.

Como abutres estavam os meios de comunicações - os mercenários e a direita internacional -, rondavam em torno do moribundo. Seu falecimento é um banquete. Um asco de espetáculo. Porque aqueles que escrevem sobre ele não lastimam a morte de um ser humano - em um país sem mortes extra-judiciais -, mas a comemoram quase com alegria e a utilizam com premeditados fins políticos. O caso de Zapata me lembra o de Pánfilo: os dois foram manipulados e, de certa forma, conduzidos à auto-destruição de forma premeditada, para satisfazer necessidades políticas alheias: um, levado a uma persistente greve de fome de 85 dias (já havia realizado outras anteriormente que afetaram a sua saúde); o outro, em pleno processo de desintoxicação alcoólica, foi convidado a beber para que dissesse na frente do magistrado o que queriam ouvir.

Pergunto-me se isso não é uma acusação contra quem agora se apropria de sua "causa". Têm razão ao dizer que foi um assassinato, porém os meios de comunicação escondem o verdadeiro assassino: os grupelhos cubanos e seus mentores transnacionais. Zapata foi assassinado pela contra-revolução.

(Retirado do blog La Isla desconocida)

Tradução: Maria Fernanda Magalhães Scelza - UJC Rio de Janeiro

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O preço do aparelhamento da UEE/ RJ é cobrado mais uma vez!

Derrota da meia-passagem ou o preço cobrado pela institucionalidade da UEE/ RJ?

Não é de hoje que podemos notar um profundo atrelamento de entidades que, inicialmente, deveriam ser representantes da sociedade civil frente ao Estado. Esse processo se acelerou durante o governo Lula. É notória a função da UNE na atual conjuntura, reproduzir propostas governamentais para a educação sem o mínimo de criticidade e com um debate bastante rebaixado, sem ouvir o conjunto dos estudantes.

Em nosso estado, o que se percebe não é diferente, infelizmente. O arquivamento pelo legislativo municipal do Rio de Janeiro pegou a direção da UEE/ RJ de surpresa e a mesma foi enfática em definir o ocorrido como golpe contra os estudantes universitários da capital fluminense!

Os limites e os valores cobrados pelo atrelamento da entidade, que deveria representar os interesses de TODOS os estudantes do RJ, ficaram latentes para o campo majoritário somente agora!

No último congresso da UEE/ RJ, e em todos os fóruns que tem participado, a UJC/ RJ destacou a importância das entidades representativas do ME serem independentes de governos de qualquer esfera.

O campo majoritário, ao que parece, desconhecia/ ignorava tal fato. No último pleito municipal, a barganha feita em nome da entidade por membros da atual direção (em especial UJS) foi uma verdadeira afronta! O atual prefeito, do PMDB de Sarney, criou uma secretaria tendo à frente um membro da direção da UJS/ RJ!

Com o cabide de empregos à mão ficou difícil para os "camaradas" da União da Juventude Socialista resistir às investidas do "progressista" Paes e a entidade foi usada para reprodução de um acordo político-partidário PMDB-PC do B.

A UJC/RJ não recrimina e nem quer interferir em acordos políticos, sejam ele de qualquer força ou campo político. O que não se pode aceitar é a divisão do ônus de tais acordos para todo o movimento estudantil fluminense!

A meia-passagem, assim como qualquer demanda dos estudantes, será conquistada com MOBILIZAÇÃO e não acordões e barganhas de gabinetes. Mas parece que direção da entidade não aprendeu a lição. A proposta para se defender do "golpe" sofrido na câmara municipal é uma formação de uma frente parlamentar!

A UJC compreende que SOMENTE A MOBILIZAÇÃO dos estudantes pode fazer com o que o poder legislativo municipal, que é conhecidamente espaço de grande influência das empresas de transporte, ceda, e assim (na luta!) fortalecermos o M.E. de nosso estado.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

As Eleições Presidenciais de 2010 - Entrevista com Ivan Pinheiro

A Revista CAROS AMIGOS número 155, que está nas bancas, apresenta uma reportagem especial "ELEIÇÕES 2010 - Disputa de projetos ou falsa polarização?", em forma de entrevistas com representantes de sete Partidos "do campo democrático-popular e da esquerda", segundo classificação da jornalista Tatiana Merlino.


São entrevistados, com as mesmas perguntas, Brizola Neto (PDT), Ivan Pinheiro (PCB), Ivan Valente (PSOL), José Eduardo Dutra (PT), José Maria de Almeida (PSTU), Luiza Erundina (PSB) e Renato Rabelo (PCdoB).

Aqui estão, na íntegra, as respostas do Secretário Geral do PCB, camarada Ivan Pinheiro.
Secretariado Nacional do PCB.


O que está em jogo nessas eleições?

Deveria estar em jogo um intenso debate sobre os grandes problemas nacionais, uma discussão ideológica, o confronto de projetos, a política externa brasileira, a integração da América Latina, a soberania nacional, a reestatização da Petrobrás, a redução da jornada de trabalho, a reforma agrária e outros temas sobre o presente e o futuro do país. Infelizmente, as oligarquias e a mídia podem, com a força que têm, fazer desta eleição um par ou ímpar entre dois projetos de administração do capital, um capitaneado pelo PT e outro pelo PSDB.
Há um risco de os candidatos deste campo, que disputam quem é mais eficiente para alavancar o capitalismo brasileiro, ficarem disputando qual mandato de 8 anos (FHC ou Lula) apresentaram os melhores indicadores macroeconômicos: quem mais deu confiança aos investidores internacionais, quem "destravou" mais a economia, quem criou mais e piores empregos, quem reduziu mais o "Risco Brasil" etc.

O que pode mudar no cenário político do país?

Se o debate for centrado na administração do capital vai mudar muito pouco. Podem mudar os comandantes da máquina pública, do balcão de empregos e interesses. Alguma mudança de estilo. Se as oligarquias conseguirem "americanizar" as eleições de 2010, ou seja, uma disputa entre a coca-cola e a pepsi-cola, as mudanças serão menores ainda. No mundo todo, a burguesia força a barra para estabelecer um bipartidarismo no campo da ordem, para afastar o risco de uma alternativa de esquerda. O que pode determinar mudanças no Brasil são fatores externos, como os desdobramentos da crise do capitalismo, a tendência do imperialismo a potencializar sua agressividade e outros fatores.

As mudanças serão pequenas até porque Lula, na questão principal (a política econômica) manteve a orientação do governo FHC. E este modelo não estará em debate. O que estará em debate é a forma de administrá-lo. Além do mais, as diferenças entre Lula e Alckmin eram mais notáveis e significativas do que aquelas entre Dilma e Serra.

O que pode provocar alguma mudança, na realidade, é o fato de Lula não ser o Presidente a partir de 2011. Ninguém, como ele, tem a capacidade de fazer a conciliação entre o capital e o trabalho. Nada melhor do que um ex-operário formado no sindicalismo de resultados para fazer um governo em que o capital aumente sua parcela no PIB em relação ao trabalho e este interprete isso como um mal necessário, para manter empregos, mesmo que a cada dia mais precarizados. Para a burguesia que pensa, que não é troglodita, o melhor cenário seria um terceiro mandato para Lula.

O que deve ser defendido pelas esquerdas?

Primeiro, temos que precisar o que significa esquerda hoje, nesta diluição ideológica e nesta manipulação de conceitos. Até o PPS (aliado do DEM e do PSDB) se considera "de esquerda". Os socialdemocratas e social-liberais que apóiam incondicional e sistematicamente o governo Lula se consideram "de esquerda". Aliás, no Brasil, ninguém assume que é "de direita".

Vou falar, portanto, do que considero como esquerda, um campo político que, à falta de definição melhor, posso chamar de esquerda revolucionária ou esquerda socialista, ou seja, aquela que não quer reformar o capitalismo, mas superá-lo.

Portanto, penso que a verdadeira esquerda no Brasil deve envidar esforços no sentido de criar uma frente, de caráter anticapitalista e antiimperialista, permanente, para além das eleições, voltada para a luta de massas. Não pode ser apenas uma coligação eleitoral, como foi a chamada frente de esquerda em 2006, que se dissolveu antes mesmo da realização do primeiro turno; e que não tinha programa, mas apenas candidatos.

Esta frente deve incorporar, além dos partidos políticos registrados no TSE, todas as organizações políticas, político-socias e movimentos populares que se coloquem no campo da superação do capitalismo, na perspectiva do socialismo. O programa desta frente deve ser conformado não pelas cúpulas das organizações que a compõem, mas a partir de um amplo debate a partir das bases.

O que pode significar avanço ou retrocesso para o processo de redemocratização do país?

O problema hoje no Brasil não é o risco de um golpe militar clássico ou de novo tipo, como o que se deu na Venezuela, em 2002, como tentativa, e agora em Honduras, como realidade. Os maiores riscos de retrocessos políticos são a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza, as restrições ao direito de greve, as limitações aos partidos políticos de esquerda, através de cláusulas de barreira etc.

Os riscos maiores de retrocesso na questão democrática são principalmente os de âmbito mundial. Com a crise do capitalismo e a acirrada disputa por recursos naturais não renováveis, o mundo corre riscos de guerras e conflitos de todo o tipo, com o recrudescimento da agressividade do imperialismo.

Como os movimentos sociais podem interferir nesse processo?

Os movimentos sociais têm um papel fundamental a desempenhar no processo de mudanças sociais, desde que não se limitem à esfera de sua atuação específica, à parcialidade da luta. O MST é um excelente exemplo de um movimento social, a meu ver o mais importante do Brasil, que soube compreender isso. Hoje, o MST não é um apenas um movimento social, mas incide na questão política, como a luta em defesa da Petrobrás e até na solidariedade internacional.

Por isso, temos defendido que os movimentos populares participem da frente anticapitalista e antiimperialista, no mesmo espaço com organizações políticas.
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Para que serve mesmo o Fórum Social Mundial?

10/02/2010
De 25 a 29 de janeiro ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre a 10ª edição do Fórum Social Mundial. Goiás se fez presente através da caravana do DCE-UFG (Diretório Central dos Estudantes da UFG) onde militantes estudantis, comunistas e artistas de rua puderam acompanhar a grande festa da Social Democracia - o Fórum Social Mundial 2010 - demonstrando que as ONG’s continuam sendo a melhor maneira de reunir pessoas para um grande objetivo: não mudar nada nas estruturas sociais vigentes. Ocorreram cinco dias de intensos debates e de ínfimos encaminhamentos. O evento divulgado na página do Banco Mundial é organizado por ONG’s que passam desde a ATTAC (Associação pela Taxação das Transações Financeiras e de Ajuda aos Cidadãos) que tem apoiadores como Fernando Henrique Cardoso e o mega especulador George Soros, até a Associação Brasileira de ONGs. O FSM 2010 deixou de lado sua artilharia contra o neoliberalismo para tentar exaltar um ambientalismo e um suposto desenvolvimento sustentável no atual modo de produção. Porém, em meio a muita diversidade não é possível encontrar unidade que preveja ações concretas contra o verdadeiro inimigo que acaba com os recursos naturais do planeta: o capitalismo.

Entre avisos e faixas de que “Outro mundo é Possível”, não se permitia dizer o nome deste outro mundo, nem tão pouco falar em superação do capitalismo, mas falar em igualdade, distribuição de renda mais justa, protagonismo... tudo isso se ouvia aos montes! Da Fundação Ford (esse “d” no final é de demissões) até o Instituto Luis Eduardo Magalhães (isso mesmo, tem o nome do filho de ACM “Toninho Malvadeza”), todos estavam comprometidos com... a integração de culturas, a defesa da Amazônia e com um futuro melhor, mas este mais indefinido do que o céu para os cristãos.

Mesmo dentro do clima de dispersão montado pela organização do FSM, (que colocou como cidades sede somente as prefeituras do entorno de Porto Alegre dirigidas pelo PT) destacou-se a ação daqueles que não vêem possibilidade de conciliação em uma sociedade dividida em classes. A UJC - União da Juventude Comunista ao lado dos militantes do PCB – Partido Comunista Brasileiro engrossaram a marcha de abertura do Fórum ao lado dos petroleiros reforçando a campanha “O Petróleo tem que ser nosso”. No segundo dia de atividades enfatizou-se a ação da juventude no debate com familiares de presos políticos da Colômbia realizado pelo Comitê de Solidariedade à Colômbia, na cidade de São Leopoldo.

O Fórum foi válido como local onde os que não rezam pela cartilha dos sociais liberais podiam se encontrar em atividades paralelas, reunir-se com aqueles que têm a convicção de que não há como humanizar o capitalismo, que a sociedade se reproduz com a riqueza produzida pelo nosso trabalho e que economias solidárias, oficinas de reciclagem e manifestos contra o consumo de carne podem ser muito interessantes sim, mas não oferecem a oportunidade de emancipação enquanto classe explorada.

Pra não dizer que não falei dos cravos (e viva a luta dos portugueses), devo ressaltar os contatos com os comunistas venezuelanos e suas experiências de organização social, além do contato com os militantes paraguaios que denunciam a ação dos latifundiários brasileiros produtores de soja que realizam atentados contra camponeses e ainda tem assistência jurídica oficial do Governo Lula, enfim tem muita gente lutando contra o capitalismo nessa América Latina!

Tendo como ponto alto a Marcha da Maconha, o ato pelo sexo livre e, para coroar, o Presidente do Brasil dizendo que emprestar dinheiro ao FMI é sinal de desenvolvimento, fico com a indagação lúcida do Presidente do Paraguai Fernando Lugo “Pra que serve mesmo o Fórum Social Mundial?”

O que fica mesmo deste Fórum é a determinação dos comunistas, dos lutadores e militantes que acreditam no caráter socialista da revolução brasileira, que conseguem realizar de maneira subversiva atividades paralelas, apontando para o único mundo possível, aquele onde cada um viva do seu trabalho: o Socialismo.

Paulo Winícius Teixeira de Paula é bacharel e estudante de Licenciatura em História pela UFG, representante dos estudantes no Conselho Universitário da UFG, coordenador nacional da UJC, Secretário de Organização do PCB, em Goiás.

paulowinicius@gmail.com.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Lembrando a todos:
Sábado, dia 13.02.2010, comporemos cordão no Prata Preta, bloco que desfila pela Saúde, mas nosso encontro está marcado para 13hs, na praça do Bairro de Fátima, onde todos se uniformizarão e partirão para lá, Saúde.

Desfile: Rua Sacadura Cabral, em frente ao Batalhão da Polícia Militar, na Praça da Harmonia, as 15hs.
Já:
No dia 16.02.2010, as 15hs, começaremos nossa concentração, sem sair, na esquina das Ruas Alvaro Alvim com a Alcindo Guanabara, no Bom Bar, número 15. Levem amigos, parentes, companheiros e camaradas.

*** NÃO ESQUEÇAM DE COMPRAR A CAMISETA DO BLOCO PELO TEL 2262-0855 (c/ Rodrigo) E NOS DIAS DO BLOCO ***

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Calendário Carnavalesco do Bloco COMUNA QUE PARIU


Desfile com o CORDÃO DO PRATA PRETA (padrinhos do Comuna que Pariu)

Este ano o Cordão, que homenageia os 100 anos da Revolta da Chibata, desfilará, pelas ruas e ladeiras da Saúde e da Gamboa (Zona Portuária do Rio), no sábado de Carnaval, dia 13 de fevereiro, às 17h. A concentração acontecerá, no fim da Rua Sacadura Cabral - ao lado do 5° BPM e da Praça Cel. Assunção (conhecida por Praça da Harmonia).

A concentração do foliões do COMUNA QUE PARIU será na Praça Nsa. Sra. de Fátima, no Bairro de Fátima, às 13h. Em seguida, partiremos para o Prata Preta.

No dia 16.02.2010, às 15h, será a concentração (porém sem sair) do COMUNA QUE PARIU, em algum bar da Cinelândia, ainda a ser divulgado.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

UJC no FSM 2010 Porto Alegre


Ousar Lutar !!! Ousar Vencer !!!

UJC no Fórum Social Mundial - Porto Alegre - 2010

De 25 a 29 de janeiro ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre a 10ª edição do Fórum Social Mundial (FSM). Evento que se iniciou em 2001 em uma perspectiva anti-neoliberal contrapondo-se ao Fórum Econômico de Davos, o FSM 2010 se destaca pela vontade de tornar cada vez mais genérico qual seria o “Outro Mundo Possível” a ser construído.

O evento divulgado na página do Banco Mundial e financiado no Brasil pela Fundação Ford,  é organizado por ONGs que passam desde a ATTAC (Associação pela Taxação das Transações Financeiras e de Ajuda aos Cidadãos) que tem apoiadores como Fernando Henrique Cardoso e o mega especulador George Soros até a Associação Brasileira de ONGs. 

O FSM 2010 deixou de lado sua artilharia contra o neo-liberalismo para tentar exaltar um ambientalismo e um suposto desenvolvimento sustentável no atual modo de produção. Porém em meio a muita diversidade não é possível encontrar unidade que preveja ações concretas contra o verdadeiro inimigo que acaba com os recursos naturais do planeta: o capitalismo.

Mesmo dentro do clima de dispersão montado pela organização do FSM, (que colocou como cidades sede somente as prefeituras dirigidas pelo PT) destacou-se a ação dos comunistas na grande Porto Alegre. A UJC ao lado dos militantes do PCB (Partido Comunista Brasileiro) engrossaram a marcha de abertura do Fórum ao lado dos petroleiros reforçando a campanha “O Petróleo tem que ser nosso”.

No segundo dia de atividades enfatizou-se a ação da juventude no debate com familiares de presos políticos da Colômbia realizado no Comitê de Solidariedade à Colômbia na cidade de São Leopoldo. Foi também a UJC a organização responsável pela ampla divulgação do Manifesto das FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo ). Nos dois últimos dias a União da Juventude Comunista chamou a atenção de todos no Acampamento da Juventude ao realizar as duas atividades mais politizadas de um espaço que mais parecia um Woodstock contemporâneo. Contra todas as adversidades de um ambiente que tinha mais locais para shows do que para debates, a UJC demonstrou a falácia da suposta apatia juvenil e mesmo sem constar na programação oficial do FSM 2010, construiu-se o lugar da reflexão e ação.

No dia 28 de janeiro, às 14 horas, na tenda Mundo B, a UJC realizou em parceria com o DCE-UFG, projetos de extensão popular das áreas de Direito, Educação, Comunicação, Saúde e camaradas da Juventude Libre da Refundação Comunista, a atividade: “Universidade Popular : Um debate estratégico”. Com participação massiva de estudantes, organizações estudantis de base, professores e trabalhadores de diversas áreas acumulou-se sobre a necessidade de romper os muros das universidades, reconhecendo os saberes populares e apropriando-se deste espaço elitista para os movimentos sociais.

Foi apontada a extensão popular como ação prioritária para um movimento estudantil de base que coloque como horizonte a derrocada do sistema capitalista, para além de uma disputa meramente por cargos e aparelhos que hoje estão burocratizados nas entidades estudantis nacionais e estaduais. O debate também contou com a presença de militantes do PSOL e do jurista e ativista político Plínio de Arruda Sampaio que fez uma intervenção ressaltando o papel da militância na disputa de uma Universidade que atenda às demandas populares.

Ao contrário da idéia geral que norteia o FSM, de separar a reflexão da ação, o debate de Universidade Popular teve resoluções e encaminhamentos para a luta, foi aprovado : 1 – A criação de uma rádio web para divulgação e troca de experiências acerca de Extensão e Universidade Popular , 2 – Elaboração e Divulgação do manifesto “ Universidade Popular - Carta de Porto Alegre”.

Encerrando o Fórum e apontando o caráter internacionalista que guia a UJC desde sua fundação em 1927, foi realizado no último dia o debate “Reforma ou Revolução? O papel das juventudes comunistas na luta pelo socialismo na América Latina”. A discussão contou com a presença de Najeeb Amado Secretário Geral do Partido Comunista Paraguaio, do camarada Rodrigo Lima Secretário de Relações Internacionais da UJC e do militante Ronaldo da Consulta Popular. O camarada Rodrigo Lima destacou o panorama histórico da ação internacionalista das organizações comunistas e reafirmou o caminho da solidariedade internacional como sendo o da revolução socialista. O camarada paraguaio enfatizou a independência do PCP frente à coalisão do Governo Fernando Lugo e também os ataques que tem sofrido as organizações sociais paraguaias por parte dos latifundiários brasileiros com apoio do Governo Lula. Por parte da Consulta Popular foram levantadas questões essenciais sobre a tática e a necessidade de organização das camadas mais excluídas da população brasileira para que se dê cabo a um processo revolucionário que acompanhe as mobilizações em curso na América Latina.

O que fica deste Fórum é a determinação dos comunistas, dos lutadores e militantes que acreditam no caráter socialista da revolução brasileira, que conseguem realizar de maneira subversiva atividades paralelas , apontando para o único mundo possível , aquele onde cada um viva do seu trabalho : o Socialismo.

Túlio Lopes
Secretário-Geral da UJC

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

LETRA DO SAMBA DO BLOCO COMUNA QUE PARIU 2010

“ESSE PAPO DE LEILÃO É PRIVATIZAÇÃO, O PETRÓLEO É NOSSO, NÃO ABRIMOS MÃO.”

Autores: Heitor Cesar Oliveira, Rodrigo Peixoto, Mariângela Marques, Karla Regina, Thiago Herdy, Luis Fernandes, Daniel Ceglia, Maria Fernanda.

O Petróleo é nosso
Nós vamos cantar
Buscando na história força pra lutar

60 anos atrás
a UJC Lutou
O petróleo é nosso
O povo conquistou

Êta Juventude de Luta
Sempre alerta
Há mais de oitenta anos
Lutando...
...Pelo “Proleta”

O Petróleo é nosso
Não abrimos mão
Esse papo de leilão
É Privatização

Falam em fim da história
Privatizam...
Fazem leilão...
Atacam a Petrobrás
A ofensiva dos liberais.

O Petróleo
Tem que ser nosso
Não faço concessão
A Campanha continua
Unificar é a solução

O trabalhador não pode descansar
Até no carnaval, vamos lutar.

Organização: União da Juventude Comunista – UJC RJ e Núcleo de Cultura UJC Rio
Apoio: Centro Cultural Paiva Ribeiro, SindPetro Rio, Campanha "O Petróleo Tem Que Ser Nosso", PCB.


UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA
Fundada em 1° de Agosto de 1927

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

FEIJOADA do BLOCO de CARNAVAL da U.J.C.

BLOCO DE CARNAVAL COMUNA QUE PARIU

A UNIÃO da JUVENTUDE COMUNISTA convida a todos os militantes, companheiros e amigos a comparecerem à Feijoada do Bloco de Carnaval COMUNA QUE PARIU.

Neste nosso segundo ano de existência, teremos como enredo a luta pela nacionalização das reservas de petróleo do país, em especial as localizadas na camada do Pré-Sal.

Onde??? Centro Cultural Paiva Ribeiro.
Rua Lucio de Mendonça, 63 - Tijucax. Rio de Janeiro - RJ.
(Essa rua é perpendicular à rua Mariz e Barros)
Quando??? 30.01.2010 - Sábado
Horário??? A partir de 12h
Quanto???
R$ 12,00 (Não fique constrangido, quem quiser pode pagar mais).

Chamem amigos, familiares, vizinhos, conhecidos, desconhecidos, cônjuges, e quem mais quiser. Venha beber, comer, e compartilhe esta festa com a UJC.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A criação de um mito

A nova face da alienação política do período petista.*

Pela primeira vez na história do cinema, um presidente da república ainda em pleno mandato, tem dedicada sua biografia à sétima arte, com um grande apelo à trajetória de quem venceu a fome e as péssimas condições as quais os retirantes nordestinos são submetidos desde o êxodo do sertão até chegar às favelas na periferia de São Paulo. O filme sobre a trajetória de Lula é uma superprodução para os padrões brasileiros, financiado com recursos de diversas empresas privadas, entre elas empreiteiras que estão diretamente envolvidas nas obras do PAC, tais como a Odebrecht e Camargo Corrêa e empresas prestadoras de serviços ou parceiras na exploração do Pré-sal, como o grupo EMX, do empresário Eike Batista.

*Fábio Bezerra-Professor de História e Filosofia-Membro do CC do PCB

Leia o artigo na íntegra no sítio do PCB - www.pcb.org.br

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

V Congresso Nacional da UJC

COMUNICADO 001
NORMATIZAÇÕES:

Artigo 1° - O V Congresso da União da Juventude Comunista foi convocado para a data de 02, 03 e 04 de Abril do ano de 2010 na cidade de Goiânia na Unidade da Federação de Goiás.

Artigo 2° - As conferências Estaduais deverão ser realizadas no período compreendido entre 02 de Fevereiro e 21 de Março.

Parágrafo um – Os relatórios assim como as listas das delegações devem ser encaminhados ao Secretariado Nacional da UJC (Secretária Geral, Secretária de Organização e Secretária de Finanças – através do email ujc.brasil@pcb.org.br.

Parágrafo dois – Somente serão aceitos delegados os militantes devidamente cadastrados através do cadastro nacional de organização, que esta sendo encaminhado pela Coordenação Nacional e realizado pelas coordenações estaduais.

Artigo 3° - As conferências estaduais serão convocadas com antecedência mínima de 30 dias através de ampla divulgação ao coletivo de militantes, a coordenação nacional através do secretariado pelo e-mail já citado e ao comitê regional do PCB respectivamente.

Artigo 4° - É de responsabilidade das coordenações estaduais ou comissões estaduais provisórias (devidamente reconhecidas) a organização das conferências estaduais, formação das comissões eleitorais, comissões de sistematização e mesa diretora para os processos estaduais de conferências.

Parágrafo um – são competências das comissões e mesa:

Comissão eleitoral: apresentar as propostas de nominatas de delegados ao congresso nacional e de direção, colher as propostas do plenário e apresentar em momento determinado a leitura das propostas para a aprovação ou modificação do plenário;

Comissão de Sistematização: sistematizar os relatórios das conferencias anteriores e dos relatórios dos grupos de debates, apresentarem ao plenário às propostas de modificação a tese através do relatório final. Coordenar as votações referentes às modificações das teses. No caso das comissões de sistematizações estaduais, encaminhar junto com o relatório final das conferências estaduais as modificações encaminhadas a tese a comissão de sistematização nacional.

Mesa diretora: conduzir as conferências e as votações assina a relatoria final junto com a comissão de sistematização.

Parágrafo dois – O processo de debates e deliberações sobre a tese nacional será construído de forma unitária a nível nacional, onde as conferencias estaduais se integrarão ao debate através de suas relatorias.

Parágrafo três – As conferências Estaduais são auto-cessantes, ou seja, os militantes eleitos delegados ao congresso nacional não possuem centralismo com as decisões tomadas nas instancias estaduais, nem devem atuar como bancadas federadas, mas sim integrarem ao processo como delegados constituídos e suplentes da organização como um todo.

Artigo 5° - As conferências estaduais votarão um relatório final apresentado pelas suas respectivas comissões de sistematizações, o qual conterá um posicionamento sobre as teses.

Artigo 6° - Das pautas das conferências estaduais, obrigatoriamente deve constar pelo menos os seguintes pontos:

1 – Grupo de debates e deliberações em plenária sobre as teses apresentadas ao processo congressual;
2 – Balanço das atividades da UJC em instâncias estaduais;
3 – Eleição de delegados ao Congresso nacional e seus suplentes;
4 – fixação do n° de membros das comissões estaduais e sua eleição.

Artigo 7° - O processo de eleição de delegados nas conferências estaduais obedecerá o seguinte critério de participação 1 delegado para cada 4 militantes cadastrado no estado;

Parágrafo um – serão eleitos suplentes na proporção de 1 para cada delegados eleito no processo de conferências.

Parágrafo dois – a comprovação do número de participantes no processo congressual será feita através de um cadastramento unificado nacional feito em parceria pela Coordenação nacional e pelas Coordenação Estaduais. Cabendo as coordenações estaduais e as comissões estaduais provisórias (devidamente reconhecidas) apresentarem a coordenação nacional no corpo político do secretariado nacional através do email apresentado nesta normatização os cadastros de militantes nos estados até a data de 31 de Janeiro de 2010.

Parágrafo três – não serão considerados aptos a delegados os militantes que vierem a se cadastrarem na UJC no período posterior a data final, podendo somente participar na condição de convidado.

Parágrafo quatro – A condição de convidado deverá ser solicitada pelas coordenações estaduais e as comissões estaduais provisórias (devidamente reconhecidas) até a data de 31 de janeiro de 2010, sendo submetida a coordenação nacional a aprovação ou não.

Artigo 8° - Cabe as coordenações estaduais devidamente eleitas no processo de conferências encaminhar a lista de delegados ao secretariado nacional da UJC até a data de 21 de março de 2010, acompanhada das respectivas atas das mesas, bem como os relatórios sobre as teses.

Parágrafo um – Sobre a eleição da Coordenação Estadual e Nacional da UJC:

1 – As instâncias dirigentes se dissolverão na abertura das Conferências Estaduais e do Congresso Nacional.
2 – serão encaminhadas as conferências estaduais as propostas em formato de nominatas de direção que devem ser aprovadas sem prejuízo de destaque.
3 – será apresentada ao plenário do congresso nacional da UJC a proposta em formato de nominata elaborada pela coordenação nacional cessante e enriquecida pela consulta feita pela comissão eleitoral aos delegados ao congresso e votadas sem prejuízo de destaque.

Parágrafo dois – a proposta de nominata deve ser apresentada para consulta antes de ser levada ao plenário para as respectivas direções do PCB, assim cada proposta de nominata estadual deve ser apresentada ao assistente de juventude do PCB do respectivo estado e assim em todas as instâncias.

Artigo 9° - A Conferência Estadual fará ata contendo:

1 – assinatura dos Participantes da mesa diretora;
2 – Local e data;
3 – Todas as decisões tomadas em plenário;
4 – Relação nominal completa dos delegados e suplentes (numerados) eleitos para o Congresso Nacional;
5 – composição eleita da Coordenação Estadual;
6 – Assinatura, ao final, do presidente e dos secretários dos trabalhos (Presidente das Comissões eleitoral, sistematização e mesa diretora)

Artigo 10° - A Coordenação Nacional da UJC estipula a taxa de R$10,00 de inscrição de delegados e suplentes para ser paga pelas coordenações estaduais e de R$ 20,00 para os delegados e suplentes do Estado de Goiás.

Artigo 11º – Todas as dúvidas que resultem da aplicação da presente normatização serão resolvidas pela Coordenação Nacional da UJC, através da apresentação de novos comunicados.

COORDENAÇÃO NACIONAL DA UJC - RIO DE JANEIRO, OUTUBRO DE 2009

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Resistência no Haiti

“Nosso povo continuará resistindo às tropas de ocupação das Nações Unidas”

Escrito por Carlos Aznárez

Em entrevista, o dirigente do Comitê Democrático Haitiano, Henry Boisrolin, denuncia a ocupação militar que seu país sofre na atualidade, situação da qual são cúmplices vários países da América Latina. (Inclusive o Brasil do "progressista" Lula).


Leia a entrevista na íntegra no endereço eletrônico do PCB - www.pcb.org.br

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Estas são as bases militares dos EUA na América Latina

O Comando Sul é um dos cinco comandos militares mais importantes do Pentágono. O Comando Sul cumpre a responsabilidade de vigiar, espionar e controlar uma área de 19 países da América Latina. A partir do ano 2000, o Pentágono desenhou um novo esquema de controle militar sub-regional, conhecido como Bases Militares Estadunidenses. Estas bases estão localizadas em todo o Continente, especificamente com o fim de controlar e monitorar a América Latina. Entre 1903 e 1999, baseou-se no Canal do Panamá. Porém, como resultado do "Acordo Carter-Torrijos", no ano de 1997 os EUA se viram obrigados a abandonar a Base Militar Howard (Comando Sul) no Panamá e transferir-se para Miami, Flórida.

Assim, a partir do ano 2000, o Pentágono desenhou seu novo esquema de controle militar sub-regional, através dos chamados Pontos Avançados de Operação, sob o nome de "Forward Operation Location" (FOL). Estes pontos de operação militar, os FOL, foram desenhados como "centros de movimentação estratégicos" e "uso de força decisiva" em guerras-relâmpagos, com bases e tropas aerotransportadas de implantação rápida.

A Escola das Américas (SOA), agora chamada de Instituto de Cooperação Hemisférica, foi estabelecida no Panamá em 1946 e logo transferida para Fort Benning, Geórgia. Até 2004, nesta escola haviam treinado mais de 61.000 soldados latino-americanos em cursos como: técnicas de combates, técnicas de comando, inteligência militar e técnica de tortura. Estes graduados têm deixado um rastro de sangue e sofrimento em seus países de origem. Atualmente entram na SOA cerca de 1000 soldados e policiais a cada ano. O lamentável é que centenas de milhares de latino-americanos tenham sido vítimas das torturas e violências, tenham sido assassinados por oficiais treinados nesta escola.

As bases militares de Manta, no Equador, eram o principal centro de espionagem eletrônica com tecnologia de satélite do Pentágono na América do Sul. De lá, partiam a cada dia, rotineiramente, aviões espiões Órion C-130, da Armada dos Estados Unidos. Coube ao povo e ao governo do Equador a decisão corajosa e soberana de obrigar os "ianques" a abandonar as bases, não renovando o direito de permanência.

El Salvador:
Base militar de Comalapa. Esta base é conhecida como uma FOL. É uma pequena base utilizada para o monitoramento via satélite e como apoio de bases maiores, como a de Manta, do Equador. Seu pessoal possui acessos a portos, espaços aéreos e instalações do governo.

Honduras:
Base Soto Cano, em Palnerola. Esta base é usada como uma espécie de radar de estações (freqüências de comunicação). Além disso, promove o treinamento de missões com helicópteros que monitoram o céu e a água da região. São peças fundamentais em operações militares.

Costa Rica:
Base militar Libéria. Esta base se encontra na parte continental da América Central e funciona como base de centro operativo durante negociações preliminares e confidenciais.

Colômbia:
Conta, até agora, com três bases militares que operam em seu território. A Base Militar de Arauca, oficialmente, é uma instalação desenhada para combater o narcotráfico na Colômbia. Porém, também é um ponto estratégico para o monitoramento da área petrolífera tanto da Colômbia quanto da Venezuela. Já a Base Militar de Larandia, em Caquetá, serve como base de helicópteros dos EUA. Está preparada com pista de aterrissagem para bombardeiros B-52, cuja capacidade operativa ultrapassa até mesmo os limites territoriais colombiano. Assim, permite-se ter uma cobertura para ataques quase em todo o Continente.

Outra instalação é a Base Militar Tres Esquinas, que serve para operações terrestres com apoio tático de helicópteros e por rios. Ela se converte em ponto estratégico para ataques contra a guerrilha e é um receptor permanente de armamento e logística. Também serve como centro de estratégia militar estadunidense e de tropas de combates. Atualmente, o presidente Uribe admitiu a instalação de sete bases a mais, sendo cinco delas em terra e duas navais. Algumas são em Malambo, no Atlântico, em Tolemaida, na região de Tolima. Somam-se também instalações em Apiaym Palanquero, Cartágena e Baía de Málaga.

Peru:
Conta com duas bases militares: Iquitos e Nanay. Estas bases pertencem às Forças Armadas Peruanas e foram construídas por soldados estadunidenses, que operam na zona fluvial de Nanay, nas Amazonas peruanas.

Paraguai:
Base Mariscal Estigarribia. Em maio de 2005, o governo dos Estados Unidos firmou um tratado com o governo paraguaio que permitia contar com uma base militar localizada em Mariscal Estigarribia, província de Boquerón, no chamado "Chaco Paraguayo".

Ilha Diego García:
A instalação está situada ao sul do Oceano Índico, num território colonizado pela Inglaterra e alugado como base militar dos EUA até o ano de 2016. Conta com 2000 soldados ianques e é utilizado como prisão e lugar de passagem de detentos até a Base de Guantánamo.

Cuba:
Base Naval de Guantánamo. Localizada a 64 km de Santiago de Cuba, a segunda cidade mais importante do país, e a 920 km de Havana. Em 1903, os EUA tomaram possessão da Baiaa de Guantánamo, lá permanecendo até o momento atual. Abarca uma área de 117,6 km2, sendo 49, 4 km de terra firme e o restante de água e pântano. Delimita uma linha de costa de 17, 5 Km.
Porto Rico:
Os EUA têm a base localizada em Vieques, com uma ocupação de 70% do território da ilha. Em 2004, esta base naval e os quartéis regionais do Exército e da Marinha, mais as forças especiais, iniciaram um intenso movimento de Porto Rico a Texas e para a Flórida. O quartel do Comando Sul está localizado em Miami, mas seguem muitas das atividades anteriores.

Aruba:
Base Militar Reina Beatriz e Curazao. A Base Militar Hatos é conhecida como "Forward Operation Location" (FOL). Trata-se de bases pequenas que servem para o monitoramento via satélite e como apoio para o controle de vigilância do Mar do Caribe. Em suas áreas próximas está a costa venezuelana, o que tem gerado várias polêmicas entre autoridades de Venezuela e Holanda.


Fonte: Jornal Resumen Latino Americano Setembro e Outubro de 2009 (Pág.: 15)
Tradução: Maria Fernanda M. Scelza e Heitor Cesar Oliveira

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domingo, 3 de janeiro de 2010

51 anos de Revolução Cubana: socialismo é humanidade


O primeiro dia de cada novo ano é muito mais que o reveillon para um rebelde povo. Foi num dia como este, há 51 anos, que o heróico povo cubano livrou-se definitivamente das garras da grande águia do norte e iniciou seu próprio caminho de soberania, liberdade e justiça.

O triunfo da revolução cubana é o culminar de quase 100 anos de incansáveis batalhas e sacrifícios das massas e seus verdadeiros heróis.

A cada novo ano de resistência socialista, o processo cubano nos enche de esperança revolucionária, com inquestionável exemplo de que os povos oprimidos do mundo podem escolher um caminho alternativo ao domínio imperialista e à exploração do capitalismo.

Essa esperança torna-se ainda mais concreta se buscamos compreender a história deste processo,real e presente, que se forjou em um movimento de gerações revolucionárias. Façamos assim,um breve resgate histórico, que além de uma singela homenagem ao povo cubano é também um legado para o nosso próprio caminho revolucionário.

*Base do PCB em Cuba (estudantes brasileiros)
Leia o texto na íntegra no sítio www.pcb.org.br

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Declaração do Comitê Central do KKE para o novo ataque anti-comunista ao Partido Comunista da Boémia - Morávia

KKE condena a nova operação anti-comunista na República Tcheca, um país da União Européia que tomou medidas para proibir o Partido Comunista da Boémia - Morávia (KSCM). Estes métodos anticomunistas não são novos, são provenientes do mesmo grupo de senadores que desempenharam um papel fundamental na proibição da União da Juventude Comunista Checa (KSM), que segue válido. Estas ações são parte da continuação das operações contra os comunistas em numerosos países da Europa Oriental, como as perseguições e ameaças contra os Partidos Comunistas, as restrições contra a ideologia comunista e seus símbolos, como recentemente foi promovido na Polónia.

Os crimes contra o KSCM mostram mais uma vez o imperialismo da UE e vêm justamente depois de todas as campanhas do imperialismo comemorando a queda do Muro de Berlim, no sentido de promover a chamada "União Democrática". Os capitalistas, suas organizações e seus partidos pretendem apagar da consciência dos povos e especialmente da juventude qual é a única alternativa ao capitalismo, o socialismo.

Todas estas medidas anticomunistas devem enfrentar uma resposta forte e maciça, não só pelos comunistas de todo mundo, mas também pelos movimentos de toda a classe trabalhadora , porque o anticomunismo visa cultivar a decepção e o derrotismo para os trabalhadores e suas lutas, a fim de pesar negativamente para os trabalhadores, a favor do sistema de exploração, o capitalismo .

Exigimos:

• a suspensão imediata de todas as medidas contra os comunistas da República Tcheca,
• o fim de todas as ameaças, restrições, e proibições aos Partidos Comunistas, ao marxismo-leninismo e aos seus símbolos.

CC do Partido Comunista da Grécia
23 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Laerte Braga: Roberto Freire (O golpista, traidor) é o menino de recado


O CONSELHEIRO LARANJA E O MINISTRO
Laerte Braga

O presidente nacional do PPS – Partido Popular Socialista (?) – Roberto Freire fez declarações a jornalistas em São Paulo pedindo o afastamento do ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e alegando como razão para seu pedido, de seu “partido”, o fato de Amorim ter se filiado ao PT. Segundo Roberto Freire a política externa do Brasil está acima de partidos e ao se filiar a um partido Celso Amorim compromete o País num momento delicado. Referia-se ao abrigo dado pelo Brasil ao presidente constitucional de Honduras Manuel Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Roberto Freire foi deputado federal pelo MDB eleito a partir de 1970 e até 1994, quando foi eleito senador. Em 2002 voltou à Câmara por falta de votos para reeleger-se senador (por pouco não perde as eleições para deputado federal em seu estado original, Pernambuco). Hoje, cidadão paulista (parte do território brasileiro seccionada por organizações estrangeiras como PSDB, DEM, FIESP/DASLU), garante a sobrevivência com a aposentadoria integral do Instituto de Pensão e Aposentadoria do Congresso Nacional e um jabá de doze mil reais numa estatal paulista para funcionar como laranja do governador José Serra em seus projetos presidenciais.

Freire é a pior espécie de político que se pode conhecer. Quando eleito deputado federal pela primeira vez, em 1970, no MDB, integrava os quadros do Partido Comunista Brasileiro (PCB). O caráter de frente política que caracterizava o MDB permanece em linhas gerais no PMDB, hoje. Em 1989, Roberto Freire candidatou-se a presidente da República e empolgou determinada parcela da opinião pública, classe média inclusive, já no Partido Comunista Brasileiro.

Todas as vezes que era perguntado sobre o processo de privatizações que começava a ser montado no Brasil a partir de interesses estrangeiros e do neoliberalismo, respondia que a primeira coisa a se fazer “é desprivatizar o Estado”. Ou seja, não se podia privatizar o que já era privado, o Estado brasileiro. Perdeu, mas conseguiu projeção nacional. Foi líder do governo Itamar Franco na Câmara e senador em Pernambuco por conta de uma aliança partidária quase imbatível que elegeu Miguel Arraes governador daquele Estado.

Nesse meio de caminho e antes de virar senador, Roberto Freire convocou um congresso do PCB e propôs a transformação do partido em PPS. Por via das dúvidas, já que manobrava atendendo a interesses pessoais e dos grupos pelos quais fora cooptado (os tucanos, particularmente FHC), tentou segurar na Justiça a “propriedade” da sigla PCB. Não conseguiu. Verdadeiros comunistas infensos ao canto da sereia de tucanos, recobraram a sigla e retomaram aos caminhos da luta no que hoje é o que sempre foi, o Partido Comunista Brasileiro. Um partido identificado com os princípios marxistas, voltado para a luta popular e distante desse mundo podre da política institucional tal e qual se pratica no Brasil, pratica Roberto Freire.

As declarações de Roberto Freire não foram produto de sua vontade, ou do seu entendimento, ou do entendimento do seu partido (até porque ele decide sozinho, é dono do partido). Foram decididas no núcleo que sustenta e comanda a campanha de José Serra à presidência em 2010. Parênteses, para explicar que Roberto Freire, como senador, foi um dos principais articuladores do governo FHC na condução das privatizações, das reformas determinadas pelo FMI e Banco Mundial, aquele negócio de “desprivatizar o Estado” era boutade de campanha.

O que Roberto Freire ignorou ao falar como laranja de um esquema, muito bem remunerado, não se esquecendo doze mil por mês, foi que ao longo da história dos vários governos brasileiros, boa parte dos ministros das relações exteriores tinha filiação partidária. No governo de Getúlio, Osvaldo Aranha era filiado ao PTB (antigo, não esse arremedo de hoje) e chegou a ser presidente nacional do partido. Com JK os ministros Macedo Soares, Negrão de Lima, Sette Câmara eram todos filiados ao ex-PSD. Afonso Arinos Mello Franco, ministro de Jânio Quadros e de um gabinete parlamentarista de João Goulart, era filiado a antiga UDN e, o pior de todos os esquecimentos.

Fernando Henrique Cardoso, ministro das Relações Exteriores do governo de Itamar Franco era e é filiado ao PSDB (tucanos). A exceção de FHC, todos os outros chanceleres citados acima eram homens dignos, de caráter, íntegros no trato da coisa pública e a filiação partidária não os impediu de colocar os interesses nacionais acima de interesses partidários ou pessoais, ao contrário de FHC, que usou o governo de Itamar como plataforma para o projeto neoliberal no Brasil a partir de agências e governos estrangeiros, caso da vinculação de FHC à Fundação Ford. Esse sim, canalha, vendeu o Brasil. E com o voto de Roberto Freire, inclusive a favor da reeleição comprada a peso de ouro.

O ministro Luís Felipe Lampreia do governo FHC, por quase sete anos no Itamaraty, ou mais de sete anos, ao sair do cargo virou consultor de empresas privadas e o recente escândalo envolvendo a embaixatriz Lúcia Flecha de Lima em um caso de negócios com o senador ACM, mostrou como atuava o lobby de empresas privadas no governo do tucano e em muitos casos no Itamaraty. Foram vários os contratos obtidos pela OAS (Obras do Amigo Sogro), de um ex-genro de ACM nos países onde o marido de Lúcia era embaixador e com a participação direta do chanceler Lampreia. Hoje, consultor, se vale das ligações e contatos que construiu no governo para continuar fazendo a mesma coisa. Lampreia não tinha filiação partidária, é de carreira do Itamaraty.

Como se vê, a questão da filiação partidária de um ministro, qualquer que seja ele, não implica em ter mais ou menos caráter. Lampreia não tem nenhum, é agente de interesses estrangeiros no Brasil. Celso Amorim resgatou a política externa brasileira e conferiu ao País um respeito que não tinha no governo FHC. É só lembrar o chanceler que substituiu Lampreia, Celso Láfer. Submeteu-se a uma revista no aeroporto de New York, inclusive tirando os sapatos no período de paranóia de Bush com atentados. Ou seja, caiu de quatro.

O problema de Roberto Freire é que o ex-senador, ex-deputado e agora conselheiro laranja de Serra, numa estatal paulista qualquer, esqueceu-se da História. Rompeu seu compromisso com a História et pour cause com qualquer princípio de dignidade ou respeito que chegou a merecer num determinado momento. Jogou fora a História e continua jogando fora sua história. Declarações mesquinhas, pequenas, típicas de menino de recado.

Há uma diferença sem tamanho entre o ministro Celso Amorim, Chanceler com letra maiúscula e aqueles aos quais Roberto Freire está acostumado. Amorim nem cai de quatro e nem tira o sapato. E nem é laranja de ninguém por conta de doze mil reais por mês.


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Alfonso Cano-Comandante das FARC-Saúda o Movimento Continental Bolivariano

Movimento Continental Bolivariano: uma necessidade política de implicações estratégicas

Compatriotas latino-americanos e caribenhos presentes a este histórico evento, companheiros e companheiras: recebam a entusiasta saudação do Secretariado, do Estado Maior Central, do corpo de comando e dos guerrilheiros das FARC - EP, bem como de todos os membros das milícias Bolivarianas.

Constituir um movimento político continental, de essência bolivariana, justo quando o império estadunidense intensifica sua força militar na Colômbia e dispõe, de forma ameaçadora, sua máquina de guerra e de terror contra os povos latino-americanos e caribenhos, não é apenas uma necessidade histórica, mas um dever urgente, marcando o horizonte da unidade da luta de nossos povos para defender a sua dignidade, independência, história, valores, cultura, território, recursos humanos, a riqueza natural e o inalienável direito de moldar o seu futuro soberanamente.

O objetivo do Libertador de formar um país latino-americano estruturado como um único corpo de nações livres, que integrasse os nossos povos, foi o que garantiu a derrota do colonialismo em sua época, e para a definitiva independência de nossos povos do jugo de qualquer poder, esse objetivo continua em vigor; mantendo sua força como uma estratégia nascida do gênio e empenho exemplar e do inesgotável compromisso revolucionário de Simón Bolívar, que concebeu uma grande nação como um patrimônio coletivo de todos os povos e não como uma soma de grandes latifúndios reservados para minorias privilegiadas, ajoelhadas e submissas as ordens do império de plantão.

O acerto do poderoso plano bolivariano transcende 200 anos depois, da mesma forma que todos os seus ideais de igualdade, liberdade, justiça social, soberania e independência, resumo e essência das lutas atuais de muitos dos países da América Latina e Caribe, que combatem regimes oligárquicos que se renderam incondicionalmente aos amos estrangeiros, e como vítimas que somos da expansão capitalista descrita como "globalização", levantamos hoje, com mais urgência e legitimidade do que nunca, a bandeira da Grande Pátria ante a indisfarçável intenção gringa de ocupar os territórios ao sul do Rio Grande até a Patagônia, para realizar a sua estratégia de "destino manifesto", de acordo com seu slogan imperial e censurável: "a América para os americanos".

Está claro que um tratado militar como o recentemente assinado entre Washington e Bogotá, que permite a formação de sete bases estadunidenses na Colômbia, com a prerrogativa de utilizar todo o sistema aeroportuário, o espaço aéreo e mares territoriais sem limites para as tropas que se deslocam em seus navios e aviões de guerra, e pela presença maciça de paramilitares norte-americanos chamados "empreiteiros", não estão limitados à luta contra o tráfico de drogas e o chamado terrorismo, mas buscam desestabilizar os processos de democratização e independência em curso na América Latina.

A guerra contra as drogas é uma estratégia fracassada que os EUA Utilizam hoje como um pretexto para a intervenção e agressão em diferentes partes do mundo.

A guerra contra o terrorismo - lastro qualificativo onde cabem todos os seus adversários políticos - conduzida pela Casa Branca, a mesma que ordenou o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, que devastou o Vietnã com napalm e armas químicas, que ataca o povo do Iraque e Afeganistão e apóia o terrorismo de Estado israelense, é uma outra máscara do império e das transnacionais para justificar suas atrocidades.

A América Latina, na estratégica esquina da América do Sul que ocupa a Colômbia e como resultado de um longo plano que está em andamento, começa a ser novamente invadida, desta vez com a aquiescência de um presidente como Álvaro Uribe, apoiado pelo para-militarismo criminoso e narcotraficante - uma realidade bem conhecida por Washington - apátrida e chefe do governo mais corrupto da história da Colômbia, e que precisamente por isso os EUA o utilizam para avançar neste projeto que visa recuperar a influência perdida no seu antigo "quintal dos fundos".

O fracassado golpe contra o presidente Chávez, em 11 de abril de 2002, e o golpe contra o presidente Zelaya - que pretendem encobrir reconhecendo as eleições espúrias vencidas por Lobo - as sistemáticas provocações para desestabilizar a fronteira Colômbia/Venezuela, os esforços claros e ininterruptos de desestabilização em vários dos nossos países, fazem parte desta nova ofensiva do estado gringo e da reação contra os avanços da integração continental e o crescente sentimento anti-imperialista de nosso continente, enquadrada na visão Bolivariana da independência, ou seja, no ataque frontal das massas oprimidas contra o poder colonial e as oligarquias. Em outras palavras, a luta de classes para a libertação dos oprimidos, o confronto social e político pela democracia desenvolvem-se profundamente, sem interrupções, com raízes no melhor e mais avançado das nossas tradições, marcadad por nossas peculiaridades e idiossincrasias, como parte de um processo verdadeiramente latino-americano rumo ao socialismo.

Nosso compromisso com este processo, com a soberania nacional e popular, pela grande pátria e pelo socialismo é total e incondicional. É a nossa inabalável razão para a existência das FARC - EP como nos incutiram nossos comandantes e fundadores Manuel y Jacobo, e que reafirmamos diariamente com plena e total confiança na vitória final.

Ante este acontecimento excepcional, reafirmamos nossa confiança na demarcação que significará para as lutas dos povos latino-americanos a construção do Movimento Continental, nutrido do pensamento bolivariano e inspirado como todos nós na vida exemplar do Libertador, incomensurável quadro ético que nos estimula permanentemente nas dificuldades da luta para alcançar os objetivos que estabelecemos.

Reiteramos os nossos votos de um intercâmbio enriquecedor, que gere conclusões e propostas sábias que vão de encontro ao movimento de massas, a organização, a luta contra o invasor e a construção da Pátria Grande!

Pela unidade latino-americana e caribenha contra a invasão imperial dos Estados Unidos: Adiante!

Alfonso Cano
Cmte do EMC das FARC - EP
Montanhas da Colômbia, dezembro 2009

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MEIO AMBIENTE: NOTA DA FMJD


Para salvar a Terra e Meio Ambiente, é preciso derrotar o Imperialismo!

Durante as últimas semanas milhares de notícias nos jornais, sites, canais de televisão e outros meios de comunicação têm circulado levantando a Conferência de Parceiros (COP15), realizada em Copenhague, na Dinamarca, como um momento decisivo e crucial para uma profunda mudança nas políticas ambientais.

Muitas declarações de dirigentes políticos e os chamados especialistas sobre o assunto têm levantado essa COP15 como uma fonte de esperança para salvar a Terra da destruição ambiental. Apesar da intensa propaganda em torno da COP15 de Copenhague, a FMJD acredita que as principais questões ainda estão para ser discutidas e permanecerão intocadas pelos personagens principais da conferência na Dinamarca, pelas seguintes razões:

a) A COP15 recusa a reconhecer que é o modelo capitalista de produção e de consumo ilimitado (para conseguir lucros ilimitados), que trouxe a humanidade e a Terra a esta situação. Sem uma mudança clara e profunda do paradigma (não retórica, mas revolucionária) para a sustentabilidade do meio ambiente os ataques nunca será verdadeiramente parados.

b) É hipócrita e enganandora a campanha para trazer a responsabilidade de proteger o ambiente ao nível individual, como se fosse uma questão de "boa vontade" ou "consciência ambiental" do povo. É através de medidas dos governos de cada país, que se deve impedir os grandes grupos económicos de continuar destruindo os recursos da Terra e da sustentabilidade. Em um mundo onde os custos energéticos e custos de produção estão diminuindo rapidamente, todos os passos para entregar a responsabilidade de ser "amigo do ambiente" são manobras para manter e esconder as verdadeiras causas da crise ambiental vivida pela humanidade e aumentando os lucros dos grupos econômicos com negócios nas áreas energética (as estatísticas são claras a este respeito).

c) Embora todas as atenções estejam voltadas para Copenhague, o desmatamento de terra continua com o apoio e o silêncio da agenda imperialista. Nosso mundo perdeu metade de sua área original de floresta, e ele está perdendo 130,000 km² por ano. Entre outros, é particularmente grave a situação da Amazônia, onde os grandes grupos econômicos continuam destruindo o patrimônio natural e de poluentes e populações nativas e envenenamento dos recursos naturais.

d) A água, um recurso vital para a humanidade, continua sendo poluída e privatizada, como uma mercadoria. A ingerência imperialista crescente de fontes de água, se não interrompido, levará a uma situação de privação das massas de acesso à água potável.

e) A COP15 de Copenhague não traz nenhuma novidade quando comparado a Quioto, Bali ou conferências similares. Na verdade, ele representa um passo em frente na implementação da regulação do mercado das emissões de gases com efeito estufa. Essa estratégia só levará à transferência de gases e não a sua redução ou controle, como a história recente tem demonstrado. A grande controvérsia sobre este assunto não está na redução dos gases, mas realmente em um mercado cujo valor é estimado em cerca de 700 bilhões de dólares em um curto período. O atual regime de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e os créditos de carbono deve ser mudados, com este mecanismo de comércio tem havido o deslocamento das indústrias poluentes para os países em desenvolvimento.

f) Os EUA e a UE e os principais países capitalistas têm a obrigação em primeiro lugar, para reduzir as emissões de carbono, de não relutar em assinar protocolos ambientais. A transformação de tecnologias eco friendly do mundo desenvolvido deve ser livre no mundo em desenvolvimento. Os países mais ricos e as pessoas estão apenas re-monitorando esses recursos em nome de um projeto diferente, enquanto os mais pobres, os que mais sofrem com as mudanças climáticas são deixados de lado. Portanto, este é o momento certo para avaliar sobre este mecanismo, a fim de torná-lo mais favorável aos mais pobres e progressiva.

g) A Federação Mundial da Juventude Democrática traz grande preocupação para a maioria dos que sofrem os povos e as nações como Bangladesh, Nepal, Maldivas e África Subsariana, etc.. que vem sofrendo com as catástrofes ambientais. Para todos os aspectos acima mencionados, a FMJD defende firmemente que só uma política de respeito à Terra e que realmente coloque os recursos naturais em favor da humanidade e do seu desenvolvimento (e não em favor dos lucros) pode salvar a Terra. A FMJD chama todos os seus membros e organizações amigas para denunciar as manobras do Imperialismo que visam aumentar os ataques contra os direitos do povos e da juventude, colocando em jogo a sobrevivência da humanidade e da própria Terra, e para reforçar a sua luta por um mundo livre do Imperialismo em todos os suas expressões, que só derrotando o imperialismo a humanidade pode estar certa de salvar-se da destruição e da barbárie.

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